Por trás da inteligência artificial há um consumo gigantesco de energia que pouca gente conhece

O mundo se deslumbra com a velocidade da IA, e cientistas alertam para um custo invisível. O aumento explosivo do consumo elétrico dos centros de dados tem impactos ambientais.

Da Redação  

Imagem: IA Gemini


O avanço da inteligência artificial pode parecer mágico aos olhos do público, mas por trás das respostas instantâneas, das imagens produzidas e dos algoritmos sofisticados, existe uma estrutura gigantesca que funciona dia e noite. Os centros de processamento de informação consomem muita eletricidade para manter os servidores em bom estado e em permanência. À medida que as empresas de tecnologia disputam a liderança no âmbito do avanço da inteligência artificial, o número de centros aumenta em diversos países.

A emissão indireta de carbono tende a aumentar quando o planeta procura reduzir a presença de poluentes no ar. Nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, os maiores centros tecnológicos abrigam os maiores complexos de processamento de dados do planeta. Novas instalações surgem em zonas próximas de fontes de energia abundantes e cidades inteiras enfrentam pressão sobre as suas redes elétricas e recursos hídricos. As empresas procuram expandir as suas estruturas para acompanhar o crescimento explosivo da IA generativa e estima-se que estes centros representem cerca de 3% do consumo mundial de eletricidade até ao fim desta década.

Por outro lado, há quem defenda que a inteligência artificial pode aperfeiçoar os setores industriais, reduzir os excessos e acelerar as investigações científicas. Opositores observam o consumo de energia decorrente desse progresso. Tal como a internet, a IA vai ter um impacto significativo na sociedade — exige muito mais poder de processamento. Ao contrário das aplicações tradicionais, os modelos avançados de IA exigem servidores mais potentes e um sistema de refrigeração constante.

De acordo com os especialistas favoráveis ao progresso tecnológico, a inteligência artificial pode contribuir para sistemas elétricos mais eficientes, previsões climáticas mais precisas e uma menor perda de recursos industriais. Para esse grupo, o problema não está na tecnologia em si, mas sim na velocidade com que o setor energético do mundo todo conseguirá migrar para fontes limpas e sustentáveis.

A questão não é apenas quanta energia a IA consumirá, mas de onde essa energia virá. — Sasha Luccioni, pesquisadora de inteligência artificial e sustentabilidade da Hugging Face.

Diante de posições otimistas e alarmistas, cresce a ideia de um meio-termo: expandir a inteligência artificial sem abandonar as metas ambientais. Para muitos cientistas, isso dependerá da criação de chips mais eficientes, da utilização ampliada de energias renováveis e da transparência das gigantes tecnológicas sobre o impacto energético efetivo dos seus sistemas.

Os centros de dados exigem uma enorme quantia de eletricidade, necessitam de sistemas intensivos de refrigeração, dependem de chips cada vez mais potentes e aumentam o consumo de água para arrefecimento, e além disso, pressionam as redes elétricas urbanas e desafiam os governos que tentam equilibrar o avanço tecnológico com o compromisso ambiental.

As consultas simples efetuadas por vários utilizadores em ferramentas de inteligência artificial exigem um elevado processamento em servidores, por exemplo, na fase de criar automaticamente imagens, vídeos e textos. Em alguns casos, os grandes centros de dados consomem eletricidade equivalente ao consumo de pequenas comunidades. Há empresas que gastam milhões de litros de água por ano apenas para manter os seus sistemas de refrigeração.

Penso que a inteligência artificial já se tornou uma das forças tecnológicas mais transformadoras do século 21. Seu crescimento, apesar de aparentemente benéfico, tem um custo invisível percebido por pouca gente. O planeta enfrenta um novo dilema energético, encontrando-se numa encruzilhada entre inovação e impacto no ambiente. Acrescento ainda que o futuro talvez não dependa apenas de máquinas mais evoluídas, mas também da capacidade humana de produzir energia limpa em escala suficiente para as alimentar sem comprometer ainda mais o equilíbrio climático do nosso pobre azul planeta.

E você, prezado leitor? Que também pensa sobre o assunto? Qual seria a sua opinião sobre esse custo vultoso e o impacto ambiental que a IA pode causar? (DS)

Fontes pesquisadas: MIT Technology | Scientific American | The Verge

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